quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ensino Médio


Tanta babaquice
Para pouca gente.

Tanta inteligência
Para pouca sabedoria,

Tanta ignorância
Para usufruir,
Usufruíram todas.

Tanta meninice
Para nenhuma inocência
Tanto tédio,
Mais tanto tédio,
E nenhum remédio.

Esse foi o meu Ensino Médio.

De Bruna Nunes de Souza para Leticia Rebello

domingo, 25 de julho de 2010

Aristocracia


- Oh desgraça, onde está minha graça? Os amores da minha vida? Quem chora pela minha partida?
- Apenas o suspiro do vento.
- E o meu amor? Em que mar naufragou? Por que me abandonou?
- Amor Senhoria? De que amor vos fala?
- Nunca tive uma paixão?
- Seu coração só bate por uma noite só, Majestade.
- Que tempestade! Como pude viver sem sentir?
- Como pode senhor?
- Temo nunca ter vivido. Onde estão meus filhos?
- Os bastardos?
- Oh, não serei perdoado.
- Estão bem senhor, bem revoltados.
- E os meus e de minha Senhora?
- Morreram senhor, uns antes de nascer, outros na guerra.
- Que guerra?
- Não me recordo senhor, pois foram tantas.
- Que horror! Que horror! O que fiz para merecer essa dor?
- Governou senhor, governou.
- E onde está meu povo? Orando por mim?
- Não existe mais ninguém senhor. Morreram também.
- Na guerra?
- Alguns. Outros foram de doenças mesmo.
- Doenças? Em meu reino?
- De fome também.
- E as produções?
- Quais? As que foram para a nobreza?
- Ah... Pobrezinhos.
- Coitadinhos...
- E agora, como vão fazer?
- Os pobres? Nada, porque estão...
- Não! Os ricos!
- Fugiram para outro reino.
- Delinquentes! Deixaram-me... Como podem?
- Em seus cavalos senhor; cavalgaram.
- Disso eu sei. E os meus serviçais?
- Foram com os nobres, estais sozinho.
- Vejo que sim, vou morrer sem ninguém chorando por mim. Mas você ficou! Mas quem é você? Como se chama meu bom jovem?
- Me chame apenas de Morte, senhor, de Morte.

Bruna Nunes de Souza

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Desejo e Sangue



Sou um ser de hábito noturno,
Mas só porque odeio o Sol mais que tudo

Costumo vagar pelas ruas,
Pulando de telhado em telhado
Uivando para a Lua.

O Ser que habita em mim,
Clama por tua carne
E tem sede pelo teu Sangue.

Para muitos sou um monstro,
Mas é apenas a minha natureza,
Maldito Seja quem a criou.

Bruna Nunes de Souza

Verminosos



Muitos perdidos
E assassinados
Muitos pedidos
dos Mal criados
Deus! São balas pra todo os lados!

Maldito seja o verme que jaz
no Asfalto quente
Sujo de sangue, de ódio!
A Serpente que aqui habita
Está horrorizada pela carnificina
Se sente nauseada
Pelo mau cheiro dos verminosos
Nossos! Antepassados é que foram espertos
Aproveitou de todo bem que um dia
Viraria este horror, este inferno!

Bruna Nunes de Souza

Ciclo Vicioso



Aqueles que vagam em noite fria
A procura da Carnificina
Que saciam os seus vermes
E tem pelos Corpos tantas bernes!
Nem vivos,
Nem mortos

Bebem sangue de jovens inocentes
Levando-os a prisão de seus próprios corpos já apodrecidos!
E o ciclo se torna vicioso,
Faz uso do medo e grito.

Bruna Nunes de Souza